A IGREJA DA INCLUSÃO
“Que nenhum estrangeiro que se disponha a unir-se ao Senhor venha a dizer: ‘É certo que o Senhor me excluirá do seu povo’. E que nenhum eunuco se queixe: ‘Não passo de uma arvore seca’. Esses eu trarei ao meu santo monte e lhes darei alegria e minha casa de oração”.
Isaías 56.3,7.
O culto judaico era extremamente exclusivista, por isso era vetada a participação de alguns tipos de pessoas no serviço dos sacrifícios religiosos do templo. Os mais rejeitados eram os estrangeiros e os eunucos. Aqueles por representarem o politeísmo praticado pelos povos pagãos e estes devido a infertilidade oriunda da castração.
Fora com eles! Era um consenso entre os membros da classe sacerdotal, no que eram seguidos pelo povo. Todavia, Deus causa espanto o abrir a porta da graça e do templo aos estrangeiros e aos eunucos, e como agravante prometer-lhes alegria dentro do santuário.
Enquanto o excessivo zelo religioso dos fariseus excluía pessoas o amor e misericórdia chama aqueles que não mereciam e não poderiam estar lá! Os religiosos temiam a terrível contaminação que a idolatria dos povos pagãos poderia trazer para o templo, mas Deus confiava no poder do amor para libertar os idólatras. Eles queriam distancia daqueles que perdiam a identidade masculina pelo ato forçado ou voluntário da castração, Deus, porém, abraçava e chamava-os para a sua casa.
A postura divina nos ensina sobre a importância de correr riscos. Não devemos nos intimidar com o pecado dos pecadores a ponto de rejeitá-los, pois a Graça é maior! Oxalá seja possível que o chamado de Deus que ecoa na voz de Jesus através do famoso Vinde a Mim se cumpra nesse novo templo. Que cheguem os tristes, desanimados e angustiados! Sejam bem vindos os endividados, os perdidos, os sofredores e todos os desvalidos! Vamos amá-los na confiança de que o amor é mais forte do que a morte.
Minha oração é que o Senhor confie a nós a responsabilidade de receber os ‘estrangeiros e eunucos’ da nossa geração, pois temos o compromisso de fazer desse novo templo uma casa de oração para todos os povos.
Pr. Joel Stevanatto.
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